Primeira Red Flag para o Gripen C/D

A capacidade de acionar aeronaves rapidamente é crítica quando uma ameaça aparece, a a capacidade de colocar o maior número possível de aeronaves no céu se torna crucial.

11/16/2006 | A disponibilização de um caça em menos de 10 minutos, com os motores girando, e uma incomparável proporção de aeronaves na rampa são duas das principais vantagens do caça Gripen. Isso ficou novamente patente durante o exercício Red Flag Alaska realizado este verão.

Fotos de Richard Ljungberg, Saab

Sete caças multimissão Gripen de última geração, da Força Aérea Sueca, todos entregues em 2006, deram meia volta ao Globo Terrestre, voando 10.000 quilômetros em cada perna para participarem do Red Flag Alaska. Na Base da Força Aérea de Eilson no Alaska, eles encontraram aeronaves de combate das forças aéreas dos Estados Unidos, Canadá e do Japão.

Durante os onze dias do exercício, quatro aeronaves Gripen voaram duas surtidas por dia num total de 340 horas de vôo, 150 das quais´em missão´. “Fizemos isto com apenas 12 pilotos e 35 técnicos de manutenção”, disse o Tenente-Coronel Colonel Ken Lindberg, Chefe do Destacamento da Força Aérea Sueca.

Por causa da capacidade multimissão do Gripen, uma mistura de vôos Ar-ar Ofensivo/Apoio Aéreo Aproximado e Ar-ar Defensivo /Interdição foram realizados. Nos ataques ar-solo um total de 16 bombas GBU-12 guiadas a Laser foram lançadas, juntamente com 1000 tiros do canhão interno Mauser de 27 mm. Mísseis ar-ar foram simulados, e mais de 1 100 flares foram empregados como parte da defesa EWS do Gripen contra mísseis ar-ar.

Das 225 missões planejadas para o Gripen, quarto foram canceladas por causa do mal tempo e somente uma por problemas técnicos, num casulo subalar. No entanto, o Coronel Lindberg confirmou que o Gripen possui a capacidade de lançar bombs guiadas a laser carried de um caça, usando o casulo designador de outro – e essa tática foi usada para confundir, com sucesso o “time vermelho”. Controladores Aéreos Avançados (CAA) das Forças Especiais suecas e norte-americanas também foram utilizados para guiar as BGL.

A diminuta assinatura radar do Gripen foi outro problema que assolou o “ País Vermelho” tanto no cenário ar-ar como no ar-solo.

“Confirmamos também que nosso equipamento de alerta radar e de Guerra eletrônica (EWS) são muito, muito bons – foi praticamente impossível para o País Vermelho penetrar nossos sistemas de guerra eletrônica. Sempre sabíamos onde estava a defesa antiaérea e conseguíamos , despistá-la para realizar nossas tarefas, mesmo em situações muito dinâmicas e com as ameaças crescendo em complexidade a cada dia.” Disse o Colonel Lindberg.